Quem está por trás da Crown: time, conselho, investidores e auditorias independentes
Quem fundou a Crown, quem compõe o conselho, quais investidores participaram das rodadas e quais terceiros independentes auditam a estrutura do BRLV.
Quem avalia se a Crown é confiável costuma procurar o mesmo conjunto de fatos: quem fundou a empresa, quem a dirige, quem investiu nela e quem verifica, de fora, que a estrutura funciona como descrito. A Crown é a fintech de infraestrutura que emite o BRLV, a stablecoin atrelada 1:1 ao real brasileiro cujo mecanismo de paridade está descrito em como o BRLV mantém a paridade de 1 real, e esses quatro pontos são documentados e verificáveis.
Time e liderança
A Crown foi fundada por John Delaney, cofundador e CEO, com atuação anterior como COO da Xerpa e como advogado de mercados financeiros na Cleary Gottlieb, e por Vinicius Correa, cofundador e Principal Engineer, ex-cofundador e CTO da Pipo Saúde e primeiro estagiário de engenharia do Nubank. A liderança inclui Bruno Passos (COO, com passagem por Hashdex e Polo Capital), Alexander Gorra (Head of Ecosystem, ex-Brainvest, com passagens por UBS, Rothschild e JP Morgan) e Amanda Blum (General Counsel, ex-Pinheiro Neto e Machado Meyer).
Conselho e consultor estratégico
O Conselho de Administração reúne John Delaney, Edward Wible (cofundador do Nubank), Michael Anderson (Framework Ventures), Alana Palmedo (Managing Partner na Paradigm) e Bruno Batavia (Valor Capital, ex-Banco Central do Brasil). André Lara Resende, ex-diretor do Banco Central do Brasil e um dos arquitetos do Plano Real, atua como consultor estratégico e integra o Conselho de Administração da Crown. É a mesma geração de economistas que criou, em 1994, a Unidade Real de Valor, origem do “V” no nome BRLV, história contada em por que a stablecoin de real se chama BRLV.
Investidores
A Crown captou mais de US$ 21 milhões em 2025, em duas rodadas públicas. A rodada seed, de US$ 8,1 milhões, anunciada em outubro de 2025, foi liderada pela Framework Ventures, com participação de Valor Capital Group, Coinbase Ventures, Norte Ventures, Paxos e Ed Wible. A rodada Série A, de US$ 13,5 milhões, anunciada em dezembro de 2025, foi liderada pela Paradigm, para quem a Crown foi o primeiro investimento no Brasil, com avaliação pós-investimento de US$ 90 milhões reportada pela imprensa especializada.
Verificação independente
A confiança não depende de autoatestação. As reservas do BRLV são atestadas todos os dias úteis pela Fact Finance, que se conecta ao custodiante e publica saldo, composição e índice de colateralização em página pública. Os contratos inteligentes são auditados periodicamente pela OpenZeppelin, e as demonstrações financeiras são auditadas pela CLA (Clifton LarsonAllen Brasil Auditores Independentes). A custódia tecnológica roda sobre a infraestrutura da Fireblocks, com computação multipartidária. Como ler esses relatórios está detalhado nos parceiros que um banco precisa para lançar um produto on-chain em reais.
Situação regulatória
A Crown é uma prestadora de serviços de ativos virtuais sob a Lei nº 14.478/2022 e está em processo de autorização junto ao Banco Central do Brasil, no regime de transição que se aplica a todas as prestadoras nesse momento. Não é banco, e o BRLV não é depósito coberto pelo FGC; não é corretora de valores mobiliários e não é regulada pela CVM, porque a autoridade competente é o Banco Central. O enquadramento completo está em o marco legal das stablecoins de real no Brasil. A Crown não promete segurança absoluta nem resultado financeiro: descreve uma estrutura e abre a verificação.