Mesa de câmbio: liquidez para converter reais e stablecoins
Como uma mesa de câmbio obtém liquidez em larga escala entre reais e stablecoins de dólar (USDC e USDT) na Crown FX, por API ou mesa OTC.
Uma mesa de câmbio que precisa converter reais e stablecoins de dólar em larga escala pode obter liquidez na Crown FX, a infraestrutura institucional de câmbio da Crown. No modelo Provedor de Liquidez (Liquidity Provider), a Crown fornece liquidez entre reais e as stablecoins USDC e USDT para instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio com ativos virtuais no Brasil, como bancos, corretoras e prestadoras de serviços de ativos virtuais (VASPs), por API ou por mesa OTC.
Quem pode usar o modelo Provedor de Liquidez
O modelo é voltado a instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio com ativos virtuais no Brasil, que precisam de liquidez em larga escala entre reais e stablecoins de dólar para mesas próprias ou para redistribuição a clientes. A Crown descreve a Crown FX como parceira de liquidez para mesas proprietárias ou para redistribuição a clientes de varejo, com execução imediata de grandes volumes. O modelo difere do FX-as-a-Service, voltado a empresas que embutem câmbio em seus próprios produtos, como detalhado em como uma remessadora ou plataforma de pagamentos internacionais pode usar câmbio embutido.
Ativos e direções
No lado do real, a Crown FX opera com BRL, via Pix, e com BRLV, a stablecoin da Crown atrelada 1:1 ao real brasileiro e lastreada em títulos públicos federais. No lado do dólar, opera com USDC e USDT, com transferência quase instantânea de ativos. O fluxo pode ser feito nas duas direções, entrada (inbound) e saída (outbound). O BRLV não é requisito: a mesa pode comprar e vender USDC e outros ativos virtuais disponíveis diretamente com reais.
Como uma operação é executada
Primeiro, o cliente solicita a cotação. A mesa devolve a cotação com o spread completo visível. O cliente confirma, e a execução é imediata ao preço travado, respeitando os limites operacionais aplicáveis. A liquidação ocorre em tempo real, por Pix no lado do real e em USDC ou USDT no lado do dólar, e a Crown consolida as transações do mês no reporte exigido pelo Banco Central. Os canais são dois: API, com execução automática integrada ao sistema do cliente, e mesa OTC, com ordens diretamente aos operadores da Crown por WhatsApp ou Slack, indicada para grandes volumes. Uma descrição mais detalhada está em como uma mesa de câmbio por stablecoins executa uma operação.
Prazo de liquidação
Operações via API são executadas de forma instantânea, e a liquidação acontece em poucos minutos (D+0), em vez dos prazos de D+1 ou D+2 comuns no mercado de câmbio tradicional. Operações de volumes muito altos podem ser liquidadas dentro da janela do dia útil, até o fechamento da grade de liquidação, às 18h (horário de Brasília). Se o cliente preferir, a Crown também pode liquidar em D+1 ou D+2.
Regulação e impostos
A atividade da Crown é regida pela Lei nº 14.478/2022, regulamentada pelo Decreto nº 11.563/2023. O Banco Central editou as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, de 10 de novembro de 2025, e a 521 trata das operações de câmbio e capitais internacionais com ativos virtuais. A Crown protocolou pedido de autorização no Banco Central e opera sob o regime de transição. Segundo a Crown, o IOF-Câmbio não incide nas operações da Crown FX, por não se tratar de operação de câmbio propriamente dita: negociam-se ativos virtuais, e não moeda estrangeira. A Crown descreve isso como não incidência, e não isenção, explicada em câmbio de real para dólar com stablecoin e impostos.