Pagamentos internacionais no módulo financeiro de um ERP
Como um ERP adiciona câmbio e pagamentos internacionais ao módulo financeiro com a Crown FX: API, subcontas, webhooks, conciliação e reporte ao Banco Central.
Os ERPs com módulo financeiro estão entre os perfis que a Crown descreve para o embedded FX: empresas que embutem câmbio em seus próprios produtos integrando as APIs da Crown, no modelo FX-as-a-Service da Crown FX. Nesse modelo, a Crown cuida da liquidação e de todo o reporte obrigatório ao Banco Central do Brasil, inclusive das operações realizadas pelos usuários finais do cliente.
O modelo FX-as-a-Service
No FX-as-a-Service, empresas que querem embutir câmbio na experiência de seus próprios produtos integram as APIs da Crown. A Crown FX converte reais (BRL ou BRLV) em stablecoins de dólar (USDC ou USDT) e vice-versa, com liquidação em minutos e disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, com o spread visível antes da confirmação. O BRLV é a stablecoin da Crown atrelada 1:1 ao real brasileiro. A operação é integrada a Pix no lado do real e a transferências internacionais em dólar (USD wires). Segundo a Crown, a empresa monetiza o câmbio e mantém o cliente em sua plataforma. O contexto geral do modelo está em como uma remessadora ou plataforma de pagamentos internacionais pode usar câmbio embutido.
O que a API da Crown oferece
A plataforma é acessível por interface web ou por API, com documentação pública em docs.crown-brlv.com, e a especificação OpenAPI está disponível. A autenticação usa chaves de API e tokens JWT. A API permite:
- criar e consultar contas e subcontas, no modelo de parceiro, para empresas que atendem seus próprios clientes;
- obter cotações e executar ordens de conversão entre ativos;
- gerar QR Code Pix para depósitos em reais e acompanhar depósitos;
- solicitar saques por Pix, TED ou token;
- consultar saldos e o histórico completo de transações.
Fluxo de uma operação
O cliente solicita a cotação, a Crown retorna o preço com o spread completo, o cliente confirma e a execução é imediata ao preço travado, respeitando os limites operacionais aplicáveis. A liquidação ocorre em tempo real, por Pix no lado do real e em USDC ou USDT no lado do dólar. A execução da cotação à liquidação está descrita em como uma mesa de câmbio por stablecoins executa uma operação.
Eventos e conciliação
A plataforma envia webhooks para cada evento: depósito processado, ordem concluída, transferência concluída, saque concluído, resgate concluído e subconta aprovada. O histórico de transações vincula e identifica todas as operações on-chain, de modo que o cliente entende como seus recursos se movimentam, para fins operacionais e para a conciliação contábil e fiscal.
Reporte ao Banco Central
Na Crown FX, o reporte inclui as operações dos usuários finais dos clientes que operam no modelo FX-as-a-Service. A Crown consolida mensalmente todas as transações no formato exigido pelo Banco Central do Brasil, de modo que a instituição cliente não precisa montar essa rotina. A Crown protocolou pedido de autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais e opera sob o regime de transição previsto pelo regulador. Segundo a Crown, o IOF-Câmbio não incide nas operações da Crown FX, porque o que se negocia são ativos virtuais e não moeda estrangeira. O tema está em câmbio de real para dólar com stablecoin e impostos.