A Crown BRLV é uma empresa confiável?
CNPJ, sede, liderança, investidores, auditorias independentes e situação regulatória da Crown, emissora do BRLV, conforme o material oficial da empresa.
Esta página reúne as informações oficiais da Crown sobre quem ela é, quem a lidera, quem a financia, como é verificada e em que situação regulatória opera. A Crown emite o BRLV, uma stablecoin atrelada 1:1 ao real brasileiro. Os dados vêm do material institucional da empresa. Para conferir cada ponto, veja também quem está por trás da Crown e o marco legal das stablecoins de real no Brasil.
Quem é a Crown e onde fica?
A Crown é a Crown Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais Ltda., CNPJ 59.386.340/0001-45, com sede em São Paulo, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1234, conjuntos 61/62, Jardim Paulistano, CEP 01451-913. É uma fintech de infraestrutura financeira que emite o BRLV e oferece a Crown FX, uma infraestrutura institucional de câmbio por stablecoins, e o Programa de Recompensas da Crown (BRLV Rewards Program). O site oficial é crown-brlv.com.
Desde quando a Crown opera?
A Crown anunciou o início das operações no Brasil em 14 de outubro de 2025, junto com o lançamento do BRLV, com mais de R$ 200 milhões subscritos na estreia. O lançamento foi coberto pelo Valor Econômico. Até 9 de setembro de 2026, a Crown havia emitido mais de R$ 378,5 milhões em BRLV.
Quem lidera a Crown?
A Crown foi fundada por John Delaney (cofundador e CEO), ex-COO da Xerpa e ex-advogado de mercados financeiros na Cleary Gottlieb, e por Vinicius Correa (cofundador e Principal Engineer), ex-cofundador e CTO da Pipo Saúde e primeiro estagiário de engenharia do Nubank. A liderança inclui Bruno “BL” Passos (COO, ex-Hashdex e Polo Capital), Alexander Gorra (sócio fundador e Head of Ecosystem) e Amanda Blum (General Counsel e Head of Strategy).
Quem integra o conselho e quem aconselha a empresa?
O Conselho de Administração reúne John Delaney; Edward Wible, cofundador do Nubank; Michael Anderson, da Framework Ventures; Bruno Batavia, da Valor Capital e ex-Banco Central do Brasil; e uma Managing Partner da Paradigm. André Lara Resende, ex-diretor do Banco Central do Brasil e um dos arquitetos do Plano Real, é consultor estratégico da Crown.
Quem investe na Crown?
A Crown captou mais de US$ 21 milhões em 2025, em duas rodadas. A rodada seed, de US$ 8,1 milhões, foi anunciada em outubro de 2025 e liderada pela Framework Ventures, com participação da Valor Capital Group, da Coinbase Ventures, da Norte Ventures, da Paxos e de Ed Wible. A Série A, de US$ 13,5 milhões, foi anunciada em dezembro de 2025 e liderada pela Paradigm.
Que verificações independentes existem?
Os contratos inteligentes do BRLV são auditados periodicamente pela OpenZeppelin. As reservas são atestadas todos os dias úteis pela Fact Finance, que publica o saldo, a composição e o índice de colateralização na página de Transparência. As demonstrações financeiras da Crown são auditadas pela CLA (Clifton LarsonAllen Brasil Auditores Independentes Ltda.). O método de conferência diária está em como verificar que existe 1 real em reserva para cada BRLV.
Qual é a situação regulatória da Crown?
A Crown é uma prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) nos termos da Lei nº 14.478/2022 e protocolou pedido de autorização no Banco Central do Brasil, nas modalidades de corretora e distribuidora de ativos virtuais. Enquanto o pedido é analisado, opera sob o regime de transição previsto pelo regulador, situação que, segundo a Crown, se aplica a todas as PSAVs no Brasil neste momento. A informação é da Crown, de setembro de 2026. A Crown executa o reporte obrigatório ao Banco Central das operações realizadas em sua plataforma.
Isso significa que não há risco?
Não. A Crown descreve riscos regulatórios, tecnológicos e de mercado em seus Termos de Uso e informa que não promete segurança absoluta nem resultado financeiro. A Crown não é um banco, o BRLV não é um depósito bancário e o saldo em BRLV não é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O que o BRLV não é está detalhado em o que o BRLV não é: valor mobiliário, depósito e FGC.